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Troponina (TnI/TnT)
Proteína encontrada no músculo cardíaco, liberada no sangue quando ocorre lesão dos cardiomiócitos.
É o marcador mais sensível e específico para Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
CK-MB (Creatina Quinase – fração MB)
Enzima presente no músculo cardíaco.
Eleva-se nas primeiras horas do IAM, mas retorna ao normal em até 72 horas.
Útil para diagnosticar reinfarção em curto intervalo de tempo.
BNP / NT-proBNP (Peptídeo Natriurético tipo B e seu precursor)
Hormônios liberados pelo coração em resposta à sobrecarga e distensão ventricular.
Não confirmam infarto, mas ajudam a diferenciar dor torácica de insuficiência cardíaca.
Também têm valor prognóstico: quanto mais elevados, pior a função cardíaca.
Dímero-D
Produto da degradação da fibrina (coágulos).
Não é marcador específico para infarto.
Tem papel importante no diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP), condição que pode simular sintomas de IAM.
Um resultado baixo/negativo praticamente descarta TEP em pacientes de baixo risco.
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
Condição causada pela obstrução súbita de uma artéria coronária, levando à isquemia e necrose do músculo cardíaco.
Os principais sintomas são dor torácica em aperto, sudorese, náuseas e falta de ar.
O diagnóstico envolve clínica, eletrocardiograma e biomarcadores (principalmente troponina).
Tromboembolismo Pulmonar (TEP)
Obstrução súbita da circulação pulmonar, geralmente causada por coágulo proveniente das veias profundas das pernas.
Pode causar dor torácica, falta de ar e queda da saturação, confundindo-se com IAM.
Biópsia Líquida
Técnica diagnóstica que analisa componentes tumorais presentes em fluidos corporais (principalmente o sangue). Permite identificar mutações genéticas, monitorar resposta ao tratamento e detectar recidivas de forma minimamente invasiva.
DNA Tumoral Circulante (ctDNA)
Fragmentos de DNA liberados por células tumorais em processo de apoptose ou necrose. São detectados no plasma e refletem alterações genéticas específicas do câncer.
Células Tumorais Circulantes (CTCs)
Células inteiras desprendidas do tumor primário que circulam no sangue. Sua presença está associada a risco de metástase e progressão da doença.
Exossomos
Vesículas extracelulares liberadas por células, incluindo as tumorais, que transportam proteínas, RNA e DNA. Atuam na comunicação celular e podem fornecer informações sobre o microambiente tumoral.
MicroRNAs (miRNAs)
Pequenas moléculas de RNA não codificante que regulam a expressão gênica. Alterações no perfil de microRNAs podem indicar presença e evolução do câncer.
Terapia-Alvo
Tratamento oncológico que utiliza medicamentos direcionados a alterações moleculares específicas do tumor. A biópsia líquida ajuda a identificar mutações que orientam o uso dessas terapias.
Recidiva Tumoral
Retorno do crescimento do câncer após um período de remissão. Pode ser detectada precocemente por meio do monitoramento com biópsia líquida.
NTO
Núcleos Técnicos Operacionais, centrais especializadas que recebem e processam amostras encaminhadas por diferentes laboratórios, garantindo maior abrangência de testes e suporte ao diagnóstico.